LONDRES (AFP) — A gigante farmacêutica britânica GlaxoSmithKline (GSK) e o grupo anglo-sueco AstraZeneca estão sendo investigados por supostos subornos pagos ao regime do ditador iraquiano Saddam Hussein.
O Escritório Britânico contra as Fraudes (OFS) solicitou documentação às duas empresas para investigar possíveis violações do programa de sanções da ONU "petróleo por alimentos" contra o regime de Saddam.
GSK e AstraZeneca negaram ter cometido atos ilícitos e afirmaram que cooperam plenamente com a investigação.
A investigação da OFS pode durar três anos, a um custo de 22 milhões de libras (44 milhões de dólares).
O programa "petróleo por alimentos" permaneceu em vigor de 1996 a 2003, até a invasão das forças internacionais para derrubar o ditador iraquiano.
O programa permitia a Bagdá vender petróleo em troca de bens humanitários, especialmente alimentos, já que o país sofria com a carência de produtos após as sanções internacionais impostas depois da invasão do Kuwait por parte do Exército iraquiano em 1990.
No entanto, o governo iraquiano fraudou em milhões de dólares este sistema, o que provocou um grande escândalo dentro da ONU.
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