BAQUBA, Iraque (AFP) — Onze pessoas morreram em diferentes atos de violência no Iraque nas últimas 24 horas, enquanto o exército americano dá seguimento à ofensiva lançada no dia 8 de janeiro contra o braço iraquiano da Al Qaeda, e até agora já teria matado 60 supostos terroristas.
Seis pessoas morreram na explosão de uma bomba, escondida em uma casa na província de Diyala (centro-oeste), e outras duas na explosão de outro artefato, detonado perto de um comboio policial na estrada que liga Bagdá à localidade de Dujail, 70 km ao norte, informou o tenente coronel Ishmael al Juburi.
Dois policiais morreram, entre eles um tenente, e outro ficou ferido.
Um policial e dois membros das milícias sunitas que combatem a Al Qaeda estão entre os mortos. Três corpos não puderam ser identificados. Sete policiais ficaram feridos no ataque, que aconteceu durante uma operação conjunta dos exércitos americano e iraquiano na aldeia de Al Abarra (ao sul da capital provincial Baquba).
Sessenta e três supostos terroristas foram presos durante a operação, segundo o tenente coronel Najim al Sumaidai. Explosivos foram encontrados em outras três casas no povoado de Al Muradiya.
A operação encontrou ainda quatro carros-bomba e deteve sete pessoas, segundo a mesma fonte.
Em Bagdá, Amer Jawdat al Naeib, juiz do tribunal de apelações e membro da Suprema Corte, a instância judicial máxima do Iraque, foi assassinado de madrugada com seu motorista por desconhecidos que fugiram em seguida.
Na noite de domingo, um dirigente do movimiento do líder xiita radical Moqtada al Sadr, o xeque Fayadh al Mussaui, foi assassinado em Basra, principal cidade do sul do país.
Por outro lado, o exército americano anunciou ter matado cerca de 60 supostos "extremistas" desde 8 de janeiro, quando foi lançada a operação "Phantom Phoenix", contra a divisão iraquiana do movimento de Osama Bin Laden.
A operação conjunta com forças iraquianas também levou à prisão de 193 suspeitos e à localização de 79 esconderijos de armas.
A "Phantom Phoenix" continua e se concentra atualmente no centro-norte do Iraque, na província de Diyala, sob o nome de "Iron Harvest".
Dez militares americanos já morreram na ofensiva.
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