PARIS (AFP) — Para resistir às tentações sexuais e permanecer fiel ao companheiro, tudo o que uma pessoa precisa é de amor, segundo estudo publicado esta semana nos Estados Unidos.
Vários estudos já demonstraram que os humanos não se contêm quando se trata de receber uma recompensa. Preferimos ceder ao prazer quando a oportunidade aparece.
No entanto, quando o assunto envolve amor e luxúria sempre aparece o paradoxo: por que pessoas em relações estáveis resistem à chance de obter prazer sexual, mesmo quando isso pode ser feito sem que o companheiro descubra?
O psicólogo Gian Gonzaga convidou 60 estudantes heterossexuais da Universidade da Califórnia que mantiveram relações estáveis por pelo menos três anos a observar fotografias de homens e mulheres sexualmente atraentes, tiradas de um site na internet.
Depois de escrever um texto curto sobre o que agrada a cada um deles nas pessoas das fotos, Gonzaga dividiu os participantes em três grupos.
O primeiro grupo escreveu uma redação sobre o momento em que tiveram o sentimento mais forte em relação a seu atual companheiro; o segundo escreveu sobre seu encontro sexual mais intenso e memorável; enquanto o terceiro grupo teve liberdade para escrever sobre o que quisesse.
Todos os estudantes foram instruídos a não pensar na foto que haviam visto antes, mas eles deviam registrar cada vez que a imagem vinha à memória.
O grupo que focou no amor e não na luxúria pensou três vezes menos na foto que o grupo que descreveu seu encontro sexual mais intenso.
Os que toveram a opção de escrever o que quisessem não conseguiam tirar as imagens de sua mente, e registraram ter pensado nelas seis vezes mais que o primeiro grupo.
"Sentir amor por seu companheiro parece ser menos atrativo para o resto das pessoas", afirmou Gonzaga.
O estudo foi publicado na revista especializada Evolution and Biology e na revista britânica New Scientist.
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