Bolívia investigará diplomatas por escândalo de carros de luxo na Argentina

LA PAZ (AFP) — O presidente da Bolívia, Evo Morales, ordenou nesta quarta-feira que sejam investigados todos os funcionários do serviço exterior dos últimos dez anos para apurar as suspeitas de corrupção ligadas a um escândalo sobre o ingresso de carros de luxo com isenção de impostos na Argentina, devido ao uso diplomático.

"Que se faça uma profunda investigação, que se peça aos governos informes dos últimos dez anos dos embaixadores, ex-embaixadores e dos funcionários da carreira diplomática", determinou Morales, encomendando a tarefa a seu chanceler, David Choquehuanca, à ministra da Justiça, Celinda Sosa, e à vice-ministra Anticorrupção, Nardy Suxo.

Em uma entrevista coletiva no Palácio Quemado, Morales anunciou sua decisão, motivada por denúncias na Argentina que envolvem bolivianos em supostas irregularidades na entrega de franquias para importar automóveis de uso diplomático pela metade de seu valor de mercado e livres de impostos.

A imprensa argentina publicou uma suposta lista do juiz encarregado do caso, que inclui diplomatas do Chile, Colômbia, Cuba, Equador, Peru, Uruguai, Armênia, Nigéria, Bielo-Rússia, Marrocos, Paquistão e Rússia.

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