WASHINGTON (AFP) — O crescimento no segundo trimestre nos Estados Unidos foi para 4% (em ritmo anual), em vez dos 3,4% anunciados inicialmente, devido aos resultados da balança comercial e dos investimentos de empresas maiores do que o previsto, informou nesta quinta-feira o Departamento do Comércio.
É o crescimento mais vigoroso registrado desde o primeiro trimestre de 2006 e uma cifra bastante próxima das expectativas dos analistas, que esperavam uma alta de 4,1% do Produto Interno Bruto (PIB), depois de um crescimento de apenas 0,6% no trimestre anterior.
Este informe era muito esperado pelos mercados que se questionavam sobre as ramificações da crise causada pelos empréstimos imobiliários de risco (subprimes) e sobre as intenções do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, para enfrentá-la.
A revisão em alta do crescimento se deve, em essência, a uma melhora do déficit comercial e ao vigor dos investimentos, informou o Federal Reserve.
As exportações foram revisadas em alta (+7,6% ao invés de +6,4%) e as importações retrocederam mais do que o previsto (-3,2% ao invés de -2,6%.
Por sua parte, as empresas aumentaram seus investimentos (+11,1% ao invés de +8,1%), em especial na infra-estrutura.
Os gastos de consumo foram revisados levemente em alta (+1,4% ao invés de +1,3%), confirmando sua desacelaração num contexto de preços da gasolina elevados e desaquecimento do mercado imobiliário.
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