LOS ANGELES (AFP) — Quase 10 anos depois de interpretar a rainha Elizabeth I em 'Elizabeth', a atriz Cate Blanchett retorna ao papel da monarca britânica em 'Elizabeth: The Golden Age', um filme que terá imagens ao estilo de quadros pintados a óleo.
Enquanto a primeira película se focava na subida ao trono da rainha Elizabeth, "The Golden Age" (A Época de Ouro, numa tradução livre) vai narrar a história de uma jovem monarca em confronto pelo poder com o católico Felipe II da Espanha, e os conflitos internos devido ao triângulo amoroso com o explorador britânico Sir Walter Raleigh.
O filme vai estrear nos Estados Unidos no dia 12 de outubro.
Cate, vencedora do Oscar na categoria atriz coadjuvante pelo filme "O Aviador", é considerada uma das mais versáteis da sua geração, capaz de interpretar de um jovem Bob Dylan a uma aventureira no próximo Indiana Jones, ambos ainda não lançados.
Apesar disso, a atriz confessou estar bastante nervosa para voltar a trabalhar com o diretor indiano Shekhar Kapur, que também a dirigiu em "Elizabeth", de 1998.
"Não estava muito entusiasmada e sim bastante nervosa de voltar a uma personagem que me permitiu abrir as portas para uma carreira internacional", disse a atriz.
"Eizabeth" foi o trampolim para a fama internacional de Cate, já que foi indicada, por ele, para o Oscar de melhor atriz e venceu o Globo de Ouro na mesma categoria.
"Cate é uma mulher que transmite uma luz especial, uma energia incrível e é uma grande atriz", elogio o ator espanhol Jordi Mollà em uma entrevista à AFP na semana passada, quando falou de seu papel como Felipe II no mesmo filme.
Porém, ao contrário de Mollà, que não quis ler nada da história do rei Felipe para construir seu personagem, Cate revelou que a trama deste filme a convenceu a reler textos sobre seu papel.
Cate enfatizou que esse novo projeto, que para ela é um filme romântico, é muito diferente do anterior. Contudo, ainda há semelhanças entre os dois longas-metragens: ambos tomam liberdades históricas a respeito da Rainha, como a relação amorosa entre Elizabeth I e Raleigh, que não foi comprovada até hoje.
Diante dessa questão, Cate se defende afirmando que se trata de licença artística: "Temos apenas algumas horas para contar um período da história muito denso, e o processo de seleção acaba dando uma visão mais próxima dos fatos", argumenta.
"O filme nunca vai parecer com a leitura das cartas, dos documentos judiciais e de uma biografia da rainha; não é a mesma experiência. É uma história contada a partir dos olhos do diretor", explica Cate.
Segundo a atriz, "como todas as boas histórias, o filme é capaz de se conectar com o inconsciente coletivo, e nos passa o significado de o que é ser mulher hoje e o que foi ser mulher no passado", conclui.
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