BRUXELAS (AFP) — A fabricante de cerveja belgo-brasileira InBev, número um mundial em volume, não obteve os resultados esperados no terceiro trimestre de 2007 devido ao aumento dos preços das matérias-primas.
Entre julho e setembro, o lucro líquido do grupo aumentou 8,4% em relação ao mesmo período de 2006, ficando em 519 milhões de euros (US$ 760 milhões).
Este dado é sensivelmente inferior aos 561 milhões de euros esperados pelos analistas consultados pela agência de informação financeira Thomson Financial.
A Inbev, que produz entre outras marcas de cerveja Stella Artois, Leffe, Beck's e Brahma, vendeu 71,084 milhões de hectolitros de cerveja e outras bebidas no terceiro trimestre, 5,4% a mais do que no mesmo período do ano passado, porém menos do que o previsto pelos analistas.
Em um comunicado, o presidente do grupo, o brasileiro Carlos Brito, justificou este desempenho pelos "fracos resultados em termos de volume e faturamento, principalmente no Reino Unido e na China, e da pressão sobre o preço das matérias-primas".
Brito reconheceu que o desempenho foi inferior às expectativas e prometeu melhoras para o quarto trimestre.
Por regiões, o grupo voltou a sofrer perdas no mercado da Europa Ocidental (-7,8% de volume), compensando por altas na América do Sul (+7,3%), Europa central e do leste (+10,3%) e Ásia Pacífico (+5,1%).
Com relação ao futuro, o diretor financeiro do grupo, Felipe Dutra, advertiu que a "evolução dos preços nos últimos meses, em particular da cevada e do malte, influenciará nos custos das vendas para 2008 em todos os ramos de atividades".
Dutra destacou, no entanto, que esta alta dos custos seria "parcialmente compensada" por diversos programas para melhorar a eficácia.
A Inbev nasceu em 2004 em conseqüência da fusão entre a belga Interbrew e a brasileira AmBev, e é a segunda cervejeira do mundo em faturamento, atrás da americana Anheuser-Busch (AB).
Copyright © 2009 AFP. Todos os direitos reservados. Mais »
