JERUSALÉM (AFP) — Pelo menos três pessoas, os dois terroristas suicidas e uma civil, morreram, e outras cinco ficaram feridas em um atentado suicida registrado nesta segunda-feira em um centro comercial de Dimona (sul de Israel), informaram fontes policiais e dos serviços de socorro.
"A explosão deixou três mortos e pelo menos cinco feridos", declarou um porta-voz do Magen David Adom, o serviço israelense de socorro.
Os mortos neste atentado, ocorrido às 10h30 hora local (06h30 de Brasília), são os dois terroristas e uma civil, ainda não identificada. Um dos terroristas perdeu a vida ao detonar o cinturão de explosivos preso em seu corpo, e um oficial da Polícia de uma unidade de elite que se encontrava no local matou o outro, segundo o porta-voz do Magen David Adom.
O cinturão de explosivos do segundo terrorista suicida não explodiu, acrescentou esta fonte.
O segundo terrorista se escondeu dentro do centro comercial quando foi morto pela Polícia, meia hora depois da explosão, indicaram testemunhas.
O porta-voz do Magen David Adom acrescentou que os feridos foram levados para o Hospital Soroka de Beersheva, mas não corriam risco de morte.
Cerca de 20 ambulâncias se encontravam no local, que foi fechado pela Polícia por temor de que uma outra explosão ocorresse.
Segundo a rádio militar, ao que tudo indica, o autor do atentado chegou do Egito através da passagem de Rafah, que foi forçada e parcialmente destruída pela população palestina da Faixa de Gaza no dia 23 de janeiro, devido ao bloqueio imposto por Israel.
O grupo Brigadas de Mártires de al-Aqsa, surgido do movimento Fatah, reivindicou a autoria do atentado suicida de Dimona, ao afirmar que foi realizado de maneira conjunta com outros dois grupos armados.
Um dos líderes das Brigadas de al-Aqsa em Gaza, Abu Al-Walid, afirmou que o atentado foi praticado por seu grupo assim como pelo braço armado da Frente Popular de Libertação da Palestina (FPLP) e pelas Brigadas Unificadas da Resistência, uma formação que se manifesta pela primeira vez.
Segundo al-Walid, os dois terroristas que morreram no atentado eram oriundos de Gaza.
Em resposta ao atentado, Israel prometeu combater o terrorismo por "todos os meios".
"Continuaremos combatendo o terrorismo por todos os meios necessários", afirmou à AFP o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores.
Dimona é uma cidade pobre do sul de Israel onde nos anos 60 um reator nuclear foi construído.
O Hamas, no poder em Gaza, classificou nesta segunda-feira de "ato heróico" este atentado suicida, afirmando que é "uma resposta natural aos crimes da ocupação".
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