Crianças asiáticas são escravizadas em plantações de maconha britânicas
LONDRES (AFP) — Grupos criminosos fazem com que centenas de crianças asiáticas entrem ilegalmente na Grã-Bretanha para trabalhar em plantações de maconha, segundo informações da ONG Fim à Prostituição Infantil, à Pornografia Infantil e ao Tráfico de Crianças com Fins Sexuais (ECPAT, em inglês) divulgadas neste domingo.
O grupo afirma que este fenômeno foi multiplicado por cinco no último ano.
As organizações criminosas levam para a Grã-Bretanha várias crianças, muitas delas procedentes do Vietnã, os mais novos com 13 anos, para trabalhar como escravos e aumentar assim a produção de drogas a níveis recordes.
São obrigados a trabalhar nas plantações de maconha em casas dos subúrbios ingleses e a dormir em caixas de papelão, com poucas chances de fuga.
"Existem evidências claras de um tráfico de jovens, que são comprados e vendidos, para que trabalhem na produção de cannabis no Reino Unido", afirmou a diretora da ECPAT, Christine Beddoe, à publicação Independent on Sunday.
"Nos últimos 12 meses houve um aumento de 500% no número de casos constatados. Atualmente sabemos que um jovem por semana é encontrado pela Polícia trabalhando em plantações de maconha", acrescenta.

