China cresce 11,5% nos nove primeiros meses do ano

PEQUIM (AFP) — O crescimento da economia chinesa se manteve forte este ano, ficando em 11,5% no terceiro trimestre, anunciou nesta quinta-feira o Escritório Nacional de Estatísticas.

No segundo trimestre, o Produto Interno Bruto avançou ainda mais rapidamente, a 11,9%. Mas no acumulado do primeiro semestre, a expansão foi de 11,5%.

O ritmo médio deste período continua sendo superior ao do ano passado: 11,1%.

Quarta potência econômica do planeta, a China deve roubar a terceira colocação da Alemanha.

"Em 2007, o governo adotou uma série de medidas de controle macroeconômicas, para enfrentar os problemas e conflitos agudos persistentes no desenvolvimento econômico", destacou o BNS em um comunicado.

Em entrevista à imprensa, o porta-voz do Escritório Nacional de Estatísticas, Li Xiaochao, afirmou que estas medidas estão começando a render frutos.

Mas ele destacou que o "crescimento da economia é um pouco rápido, a alta dos preços é muito forte e a pressão para a economia de energia e a redução das emissões de gás é grande".

O índice de preços ao consumidor na China, principal indicador da inflação, subiu para 6,2% em setembro, muito mais do que a meta oficialmente estabelecida de um avanço contido de menos de 3%.

O BNS confirmou que o índice havia avançado 4,1% nos três primeiros trimestres.

Reflexo da alta das despesas de consumo, as vendas no varejo aumentaram 15,9% ao ano entre janeiro e setembro e 17% somente no mês de setembro, confirmou.

A produção industrial cresceu 18,5% em um ano nos nove primeiros meses de 2007, e 18,9% em setembro, segundo dados anunciados na quinta-feira. Em agosto, a produção havia aumentado 17,5%. Em 2006, o aumento tinha sido limitado, de 12,5%.

Este setor é sustentado pelas exportações, em constante aumento. As exportações aumentaram 27,1% nos três primeiros trimestres do ano, segundo dados recentemente publicados.

Em nove meses, a China já registrou um superávit comercial de US$ 185,65 bilhões, que bateu o recorde de US$ 177,47 bilhões de todo o ano de 2006.

As trocas comerciais e os investimentos continuam sendo os pilares do crescimento chinês.

Os investimentos em capital fixo registraram ainda uma alta anual de 25,7% entre janeiro e setembro, pouco inferior a seu nível do primeiro semestre (25,9%).