LOS ANGELES, EUA (AFP) — O estresse provocado pelos atentados de 11 de setembro de 2001 teve, segundo pesquisadores, graves conseqüências sobre a saúde cardíaca dos americanos.
Na primeira pesquisa do gênero, publicada na edição de janeiro da revista "Archives of General Psychiatry", pesquisadores da Universidade de Irvine (UCI) na Califórnia (oeste dos EUA) estabelecem uma ligação entre os atentados de 11 de setembro de 2001 em Nova York e Washington e o aumento de 53% dos problemas cardíacos numa população adulta estudada durante os três anos que se seguiram aos ataques.
A maior parte das pessoas estudadas viram os atentados ao vivo na televisão, e um terço delas não tinha nenhuma ligação com os ataques. A maioria dos que não apresentavam fatores de risco - como fumantes e obesos - tiveram sua saúde cardíaca abalada, segundo os pesquisadores.
"Parece que os atentados de 11/9 tiveram um impacto tão forte que transmitiram estresse suficiente para que as pessoas reagissem de uma forma que contribuiu para o desenvolvimento de problemas cardíacos", explicou Alison Holman, professora na UCI e principal autora da pesquisa, ao jornal Los Angeles Times.
No total, 1.500 adultos foram estudados durante três anos.
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