Refinaria de Cuba e Venezuela começa a processar 65 mil barris diários

HAVANA (AFP) — A refinaria inaugurada em dezembro pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e pelo governante provisório de Cuba, Raúl Castro, começou a processar no centro-sul da ilha, "com a eficiência prevista", 65.000 barris diários, informou nesta sexta-feira o jornal Juventud Rebelde.

A usina de Cienfuegos começou a refinar "óleo combustível, diesel, nafta, turbo combustível e gasolina", informou o periódico, ressaltando que a produção é realizada com a "maior proteção do entorno e melhor segurança nos processos fabris".

Construída entre 1985 e 1990 com tecnologia soviética, a indústria, localizada em um importante porto 260 km a sudeste de Havana, não chegou nunca a uma produção estável devido a sua fraca eficiência, motivo pelo qual foi paralisada.

Cuba e Venezuela iniciaram seu processo de modernização e ampliação para processar 65.000 barris diários em uma primeira etapa, após o investimento de 166 milhões de dólares, e preparam uma segunda etapa que prevê um investimento de 1,3 bilhão, que elevaria a produção para 150.000 barris por dia, em quatro anos.

"Com o início da produção nesta processadora está criada a base para a construção, no centro-sul de Cuba, de um pólo petroquímico apoiado pelos convênios da Alba, a Alternativa Bolivariana para as Américas", disse o Juventud Rebelde.

Ministros de ambos os países decidiram em dezembro, na visita de Chávez a Santiago de Cuba (leste), iniciar um estudo de viabilidade para o aumento de capacidades de refino, a construção de uma usina de olefinas e aromáticos, a ampliação de capacidades de armazenamento em Cienfuegos; e a reativação do oleoducto Matanzas-Cienfuegos".

Nos últimos anos as relações de cooperação entre ambos os países se reforçou e 26 empresas mistas cubano-venezuelanas estão em funcionamento. Cuba recebe da Venezuela 92.000 barris diários de petróleo e em troca envia cerca de 36.000 colaboradores, a maioria médicos.