Presidente do Chade afirma que ofensiva rebelde deixou 400 mortos ou desaparecidos

N'DJAMENA (AFP) — O ataque rebelde de 2 e 3 de fevereiro em N'Djamena deixou 400 "mortos ou desaparecidos" civis, declarou nesta quarta-feira o presidente do Chade, Idriss Deby Itno, ao término de um encontro com o mandatário francês Nicolas Sarkozy, que visita o Chade acompanhado da mulher, Carla Bruni.

"Devido a esse ataque, 400 civis estão desaparecidos ou mortos, entre eles líderes de partidos políticos", afirmou Deby.

Até agora, o balanço da Cruz Vermelha do Chade, encarregada dos corpos dos civis, militares e rebeldes das ruas de N'Djamena, chegava a pelo menos 160 mortos.

O presidente não se referiu, entretanto, aos militares e rebeldes mortos no confronto.

Desde a ofensiva rebelde de fevereiro, desconhece-se o paradeiro de dois opositores do regime, Ngarlejy Yorongar e Ibni Oumar Mahamat Saleh. Várias pessoas ligadas a eles afir,am que foram detidos pelos serviços de segurança do Chade em 3 de fevereiro.

Sobre esse assunto, motivo de debate nacional, Deby anunciou, após o encontro com Sarkozy, a abertura de "uma investigação internacional" sobre o ocorrido.