KIEV (AFP) — Os deputados da maioria pró-russa do Parlamento ucraniano estiveram nesta terça-feira no plenário para protestar contra a dissolução da Câmara pelo presidente pró-ocidental Viktor Yushchenko, agravando a crise antes das eleições legislativas de 30 de setembro.
Os 269 deputados ocuparam simbolicamente seus assentos nesta assembléia de 450 cadeiras, apesar de o presidente ter declarado sua presença ilegal e as decisões do Parlamento rebelde "ilegais".
Do lado de fora, cerca de mil manifestantes se reuniram diante do edifício para apoiar os deputados rebeldes, constatou um correspondente da AFP.
O primeiro-ministro Viktor Yanukovitch, líder do movimento pró-russo, afirmou que "a Constituição exige" que as reuniões parlamentares continuem antes da eleição.
"Não estamos tentando desestabilizar a campanha eleitoral", garantiu o adversário de Yushchenko, citado pela agência Interfax.
Após meses de conflito com a maioria governamental pró-russa, Yushchenko decretou em abril a dissolução do Parlamento, provocando uma grave crise política na Ucrânia.
Os protagonistas acabaram concluindo um acordo sobre a organização de legislativas antecipadas, mas os adversários seguem se criticando mutuamente.
Além disso, confrontos foram registrados entre dezenas de partidários da opositora pró-ocidental ucraniana Julia Timoshenko e seguidores de Yanukovitch na região de Donetsk (leste). Ninguém foi ferido.
Segundo pesquisas, o bloco Timoshenko deve chegar na segunda posição nas legislativas, à frente da coalizão presidencial Nossa Ucrânia-Autodefesa Popular de Viktor Yushchenko, mas atrás do Partido das Regiões do premier Yanukovitch.
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