WASHINGTON (AFP) — A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da OEA expressou nesta quarta-feira preocupação com a recente decisão do presidente colombiano, Alvaro Uribe, de extraditar para os Estados Unidos 14 paramilitares, ao considerar que a medida limita o esclarecimento de "crimes graves".
"Essa extradição afeta a obrigação do Estado colombiano de garantir os direitos das vítimas à verdade, à justiça e à reparação dos crimes cometidos por grupos paramilitares", anunciou a Comissão em comunicado.
Segundo a instituição, "a extradição impede a investigação e o julgamento de graves crimes pelas vias estabelecidas pela Lei de Justiça e Paz na Colômbia e pelos procedimentos criminais da justiça comum colombiana".
"Também encerra as possibilidades de participação direta das vítimas na busca pela verdade sobre os crimes cometidos durante o conflito. Além disso, esse ato interfere nos esforços por determinar os vínculos entre agentes do Estado e esses líderes paramilitares", acrescentou.
Um grupo de 13 chefes paramilitares, entre eles vários líderes das Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC) que haviam abandonado o grupo em um acordo feito com Uribe, chegaram na terça-feira aos Estados Unidos.
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